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Trigêmeos

A antiga aluna Daniela Maximiliano (2002) informa o nascimento de seus trigêmeos: Beatriz, Alice e Bernardo. O parto foi no dia 11 de agosto de 2012. Segundo ela, a demora na comunicação tem uma explicação: “não tem sobrado muito tempo para mim depois da chegada dos três”. Desejamos felicidades para a família e muita saúde para todos.

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Novos e velhos antigos alunos

A primeira revista do ano será aberta com uma homenagem aos mais novos antigos alunos do Colégio Santo Inácio: os formandos da turma de 2012. Esperamos que eles se espelhem no pessoal da turma de 1942, que esteve no colégio no fim do ano passado para comemorar os 70 anos do fim de seu curso ginasial. Capitaneados pelo antigo aluno Evaldo de Souza Freitas, o grupo já comemorou os 50 e os 60 anos da formatura, sempre nas dependências do colégio. “Emocionados, revivemos os momentos passados nas salas de aula e nos corredores do nosso colégio, trazendo de volta às nossas mentes as lembranças e as reminiscências que o tempo jamais apagará”, diz Evaldo, em nome dos colegas. A turma, por sinal, nos enviou o texto lido durante a missa de comemoração e que publicamos aqui ao lado, esperando que o exemplo destes senhores sirva de inspiração aos mais jovens.

Texto da turma de 1942

Estamos a viver, no dia de hoje um momento muito especial, repassado de saudades e de recordações, e que trazem de volta às nossas mentes as lembranças do nosso Colégio Santo Inácio.
Impossível negar que, ao cruzarmos estes portais e ao caminharmos por estes corredores, não fomos, todos nós, sem exceção, tomados por indizível emoção, e que os nossos corações se povoaram de mil e uma lembranças e de reminiscências que o tempo não apagou e que a poeira dos anos jamais cobriu.
Sonhos, ilusões e ideais que habitavam nossas cabeças juvenis parece que – de repente – estão de volta , ganharam vida e movimento, em um emocionante retorno a um passado que marcou as nossas vidas, modelou as nossas mentes, forjou o nosso caráter e alegrou os nossos corações.
Obrigado, Colégio Santo Inácio por tudo isto!
Obrigado aos nossos pais, aos nossos padres amigos, aos nossos mestres e professores que nos ensinaram – com paciência e compreensão – a trilhar os caminhos da vida e que de jovens nos fizeram homens!
Obrigado aos queridos Colegas por essa amizade que não se perdeu nas curvas das estradas da vida e que aqui se faz presente SETENTA anos passados!
Obrigado ao bom DEUS que nos permitiu chegar até aqui para colher, nesse momento inesquecível, os frutos de uma amizade que um dia Ele plantou em nossos corações.
Por fim, que DEUS permita que, no dia de hoje, os nossos companheiros que já se foram possam descer até aqui e, conosco, também partilhar desses momentos de intensa alegria e inegável emoção.
Obrigado, Senhor!

 

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Minimalismo: quando menos pode ser mais

Por Paula Abreu* (94)
paulainnyc@gmail.com

Nos últimos anos, a busca por uma vida mais simples e minimalista se espalhou rapidamente pelo mundo. Alguns atribuem o ressurgimento dessa filosofia de vida à crise econômica Norte-americana, mas é fato que se nota efeitos dela por todo o mundo, incluindo países que estão em franco crescimento.
A definição de minimalismo ou simplicidade pode variar, mas em geral gira em torno de uma decisão consciente de apenas possuir aquilo de que verdadeiramente precisa. Por isso mesmo, alguém se torna minimalista a partir do momento em que se auto-define como minimalista. Daí em diante, a pessoa passa a repensar suas escolhas quanto à aquisição de bens de consumo, conscientemente comprando menos e repensando suas prioridades.
Enquanto para os menos radicais significa repensar o mundo de tralha que já está dentro de casa, esvaziar os armários e, nesse exercício, redescobrir do que verdadeiramente gosta, repensar suas prioridades e reorganizar a vida para ter mais daquilo que ama e menos do que é desnecessário, para os mais radicais pode significar viver de uma mochila e viajar pelo mundo com pouco dinheiro.
Algumas coisas são comuns a todos que buscam o minimalismo: pensar com mais cuidado sobre o que se consome, priorizando despesas e novas aquisições; pensar sobre o que já possui e decidir o que deve ser vendido, doado ou jogado fora por não ser necessário ou útil; conscientemente incluir na vida mais atividades e experiências que tragam felicidade, em vez de ocupar esse tempo/espaço com “coisas”.

Alguns benefícios do minimalismo
Quando a gente ouve falar de minimalismo ou simplicidade a gente pensa em “vazio” – que não é lá muito encantador -, mas o certo é a gente pensar em “espaço”, que é uma coisa que todo mundo gostaria de ter mais: espaço nos armários, nas agendas, pra pensar, pra brincar, pra se divertir com os nossos filhos, pra experiências novas.
Me tornei minimalista há cerca de nove meses e, nesse meio-tempo, observei na prática alguns dos benefícios desse novo estilo de vida:
• Liberdade – Fiquei por anos escravizada a um emprego que não me fazia feliz porque, a cada vez que eu considerava sair, eu pensava: “mas eu preciso do dinheiro pra comprar/manter as minhas coisas”. Até o dia em que eu me dei conta de que estava abrindo mão da minha liberdade e trabalhando numa coisa que não me fazia feliz pra poder comprar ou manter coisas de que eu não precisava ter. Hoje, quanto mais feliz eu sou com menos, mais liberdade eu tenho pra viver a vida que eu sempre quis, fazendo o que eu amo.
• Tempo – Quanto menos coisa você tem, menos você precisa dedicar o seu tempo a limpar, organizar, fazer manutenção, cuidar de coisas. Adivinha o que você pode fazer com todo o tempo livre que resulta do minimalismo? Coisas que você realmente ame e que te façam verdadeiramente feliz.
• Economia – Quando a gente fala em economia como conseqüência do minimalismo, as pessoas imediatamente fazem o raciocínio lógico de “claro, se você não compra uma coisa, você economiza o dinheiro”. Mas é mais que isso. Porque além de comprar uma coisa, você paga pelo espaço que essa coisa ocupa na sua casa, você paga manutenção, limpeza, etc. Pense nos custos, por exemplo, de um carro e você claramente verá que eles não se limitam ao preço do carro em si.
• Auto-conhecimento – a partir do momento em que você deixa de se definir pelo que você tem, você passa a buscar entender quem você é. E, olhando pra trás, pra coisas que você tinha e que imagem você estava querendo que elas passassem pro mundo, você consegue ter uma boa ideia de muita coisa sobre você mesmo. Às vezes, não é fácil e nem bonito o que você vê, mas é o primeiro passo pra você assumir as rédeas de você mesmo e ser uma pessoa melhor.
• Relacionamentos mais verdadeiros – quando você não se define mais pelo que você tem, mas sim pelo que você é, você começa a enxergar a superficialidade das suas relações com algumas pessoas que te julgam apenas pelo que você tem. Naturalmente, você começa a buscar relacionamentos mais profundos e verdadeiros. Essa “reciclagem” é saudável.

Por onde começar
Uma forma muito boa e (quase) indolor, porque tem um critério objetivo muito simples, é a seguinte: jogue fora tudo o que está quebrado e não pode ser consertado (ou não vale a pena ser). Exemplos de coisas quebradas que a gente vai deixando pela casa e que podem ser o nosso primeiro passo no maravilhoso mundo do “destralhe”: eletrodomésticos, móveis (vale a pena consertar, muitas vezes, mas tem que ter a atitude e fazer de uma vez!), relógios, pratos, potinhos de geladeira, sapatos. Às vezes custou caro, é de estimação, ganhamos de alguém querido, estamos por algum motivo apegados. Mas, atenção: quebrou! Se não tem conserto, a solução é o lixo.
Feito isso, um segundo passo importante é entender o papel das coisas que temos. Algumas coisas são úteis, ou seja, nos servem para algum propósito específico. Estas, em geral, podem ficar na hora da arrumação, desde que estejam em bom estado e capazes, portanto, de servir ao fim a que se destinam. Não adianta ter utensílios tecnológicos e super modernos só que quebrados, por exemplo – e aí voltamos ao primeiro passo: o que está quebrado precisa ir embora.
Também não adianta ter coisas com uma função da qual não precisamos, ou precisamos muito pouco (uma ou duas vezes no ano). Essas coisas estão ocupando um espaço precioso na nossa casa à toa. E espaço, como já vimos, custa dinheiro. Com um pouco de criatividade, podemos resolver as poucas ocasiões no ano em que precisarmos destes objetos. Por exemplo, podemos pegar emprestado com parentes ou amigos, ou alugar.
Existem também as coisas belas, que são as coisas que, mesmo sem ter muita – ou nenhuma – utilidade prática, nós ficamos felizes de admirar. A pegadinha das coisas belas é avaliar se nós ainda as achamos belas. A coleção de gatinhos que ocupa metade do meu bar já não me diz muita coisa, por exemplo. Já não gosto mais, também, de algumas gravuras que emoldurei no passado. Essas coisas merecem novos donos, e eu mereço o meu precioso espaço de volta.
Algumas coisas não são úteis nem belas: são emocionais. Eu guardo cartinhas dos meus avós quando namorados, cartões de aniversário do meu falecido pai pra mim, as roupinhas que meu filho usava quando o adotei (e as minhas também). Quanto a essas coisas, a gente tem que olhar e se perguntar se precisam estar na nossa vida fisicamente para termos as lembranças que elas nos trazem. Às vezes sim, às vezes não (oi pra você que guarda todas as agendas dos tempos de colégio, coleção de papel de carta e ingresso de show de rock da adolescência!).
Por fim, existem as coisas “aspiracionais”, que são coisas que nos remetem ao que gostaríamos de ser ou fazer. São os equipamentos e materiais que a gente compra de esportes, hobbies, coisas que gostaríamos de fazer mas acabamos não fazendo por falta de tempo, de dinheiro, de força de vontade, de coragem, habilidade, etc. No meu caso, por exemplo, me livrei de toneladas de tecidos que eu nunca teria tempo ou saco de costurar, e materiais de scrapbooking que eu nunca usaria porque não tenho paciência e, hoje em dia, não acho mais tão bonito.

Que tal fazer uma experiência?
Para. Se olha no espelho e se pergunta: o que você está fazendo com a sua vida? Está seguindo o que todo mundo segue? Gostando do que todo mundo gosta? Simplicidade é se perguntar: isso é bom pra mim? É disso que EU gosto? É isso que me faz feliz?
Se não for, a simplicidade ou o minimalismo é o que vai nos dar a força interna de dizer não a essas coisas (olha aí de novo o desafio de dizer não!) e fazer da nossa casa – e da nossa vida – um lugar mais simples, limpo, organizado, agradável e cheio só de coisas que a gente curte e ama.
Que tal olhar em volta com uma atitude crítica e repensar o que você tem, se perguntando o que cada uma dessas coisas traz para a sua vida? Elas são úteis? São belas? São emocionais, aspiracionais? Trazem felicidade? Ou são apenas “coisas” que estão ocupando espaço e custando. Que tal buscar mais liberdade e felicidade possuindo menos??
* Escritora, mãe do Davi, corredora e viciada em pipoca. Escreve no blog www.facebook.com/MyBetterLife e no www.escolhasuavida.com.br.

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Da caderneta ao crachá

Para muitas pessoas o primeiro dia de trabalho é um momento de tensão: novos colegas, ambiente desconhecido e a necessidade de se adaptar. Para outros, no entanto, pode ser apenas uma volta a um ambiente bastante familiar. Esta é a realidade para 41 antigos alunos do Colégio Santo Inácio que, depois de formados, voltaram a frequentar a Rua São Clemente 226, em Botafogo, mas desta vez como funcionários da escola. Em vez da velha caderneta, que já não existe nos dias de hoje, o crachá.

A nossa lista começa pelo diretor administrativo-financeiro da escola, Jorge Alberto Torreão Dáu. Após se formar em 1976 e cursar engenharia eletrônica e de sistemas na PUC, onde também fez seu mestrado, Dáu foi para o mercado de trabalho. Apesar de, nas férias de 1977, ter dado aulas de matemática para alunos do CSI que ficaram de recuperação, sua intenção não era ser professor. Passados 20 anos, acabou voltando ao colégio para, inicialmente, dar aulas de ensino religioso (explicamos depois, mas é religião mesmo). Trabalhou na formação cristã e foi coordenador de série até assumir seu cargo atual. “Percebi que apesar de não ser muito falada para os alunos, os valores e até mesmo a espiritualidade inaciana estavam em mim. Além disso, ter carinho pelo local onde se trabalha é muito bom. Foi fácil me entrosar”, conta ele, que tem duas filhas, ambas já formadas no colégio.

Enquanto Dáu se tornou funcionário por acaso, para o professor de Educação Física e antigo aluno, Marcos Marinho, trabalhar no Santo Inácio era um objetivo a ser alcançado. “Sou da turma de 1985. Quando me formei na faculdade, em 1989, a primeira coisa que fiz foi deixar meu currículo aqui no colégio, pois esta era minha vontade desde que entrei no curso de Educação Física”. A contratação, no entanto, só veio em 1992. “Cheguei a participar de um processo seletivo, mas me disseram que era importante ter experiência em uma escola menor. Fui trabalhar, então, em um colégio no Engenho de Dentro, mas pensando no Santo Inácio”, conta o antigo aluno.

Marinho lembra que, apesar de conhecer muito bem o ambiente, na primeira semana de trabalho no CSI ficou bastante tímido – afinal até bem pouco tempo seus novos colegas eram seus mestres. “Apesar de ter telefone na sala dos professores, eu ia até o orelhão para ligar”, diverte-se. Assim como outros antigos alunos que trabalham na escola, Marinho destaca o sentimento de pertencimento como o diferencial de se trabalhar onde se estudou. “Também dou aulas em escola municipal. É uma outra realidade, apesar dos alunos serem bem parecidos. Mas a diferença maior está na relação que tenho com o colégio. Quando estudante, aproveitei a pastoral, fazia teatro, praticava esportes… e tento passar para a garotada como isto foi bacana para mim e pode ser legal para eles”.

A professora de religião e antiga aluna da turma de 96, Renata Muniz, também aproveitou intensamente o colégio. No caso dela, os laços com o colégio já existiam antes mesmo de seu nascimento, pois os pais eram professores na escola – Regina Muniz, de português, e Ernando Marcolino Muniz, de desenho geométrico e geometria. “Quando nasci meus pais já trabalhavam no colégio. Quando me formei em desenho industrial, procurei vaga na pastoral do colégio, mas para trabalhar na minha área. Queria muito voltar àquele ambiente. Sinto-me em casa no Santo Inácio. O vínculo é muito forte. Meus dois irmãos também estudaram aqui e meu filho vai entrar neste ano”, conta ela, que se adaptou rapidamente à rotina de funcionária. “Já conhecia todo mundo. Foi muito mais fácil para mim do que para uma grande amiga minha que não era antiga aluna. Além disso, não há como negar que há diferença entre trabalhar aqui e em outros colégios. Dou aulas em outro lugar e sei como é”, garante.

Mas toda esta satisfação em trabalhar no colégio, não exime os profissionais da cobrança. “Ser antigo aluno é levado em consideração nas seleções apenas como critério de desempate. Nunca contrataríamos um funcionário menos qualificado só porque estudou no colégio”, afirma o diretor geral. Segundo Renata Muniz, até na cobrança ser antigo aluno ajuda. “Quem estudou aqui já está acostumado ao estilo dos jesuítas, de busca pela excelência e envolvimento. O trabalho é levado a sério e são muitas as responsabilidades”, garante. A contadora Daniela Nejaim reforça: “Há um compromisso muito forte entre os profissionais da escola, principalmente entre os ex-alunos. Fazer o melhor possível é uma forma de retribuir pela formação que recebi enquanto estudei aqui”, acredita.

Formada em 1994, Daniela é mais uma das que voltaram ao Santo Inácio por acaso – “mas achei ótimo”. Ela se formou em contabilidade em 1998 e soube, através de um tio jesuíta, que o contador da Associação Nóbrega de Educação e Assistência Social (Aneas) – instituição que reúne os 15 colégios da Rede Jesuíta de Educação – estava precisando de um assistente. “Tentei a vaga e consegui. Enquanto estive lá, no entanto, não tinha muita relação com o colégio, pois trabalhava em outro endereço e com a consolidação das contas da mantenedora, cuja existência eu até então desconhecia”, conta. Com a transferência da Aneas para São Paulo, Daniela acabou sendo transferida para o colégio onde estudou por toda a vida. “Tenho um carinho especial pelo Santo Inácio e ainda encontro muitas pessoas da época em que estudava aqui. Foi muito legal rever as pessoas. E a adaptação foi bem mais fácil”, recorda ela, que desde 2010 voltou a frequentar a escola diariamente, desta vez como contadora.

Recentemente o Santo Inácio também voltou a fazer parte da vida da antiga aluna e psicóloga Izabela Fischer. Desde o ano passado ela é a responsável pela relação entre o colégio e seus antigos alunos, entre outras funções que possui, tais como a de organizar eventos como o Arraial da Solidariedade Inaciana (Arsoi), o lucernário, as formatura e, neste ano, o Magis, que é o Encontro Mundial dos Jovens Jesuítas, que antecede a Jornada Mundial da Juventude. “É a primeira vez que sou contratada pelo colégio, mas em 1990 trabalhei por seis anos no Centro Pedagógico dos jesuítas, que ficava aqui no Rio de Janeiro. Fazíamos diagnósticos e consultorias para seis colégios da província, que engloba Rio, São Paulo e Minas Gerais. Havia muitas questões que envolviam o setor de Recursos Humanos. Por conta disso, acabei indo para o Colégio São Luiz, de São Paulo, para gerenciar esta área, onde fiquei até me casar e mudar para os Estados Unidos”, conta Izabela, que é da turma de 1977.

Durante a vida profissional, a psicóloga teve contato com muitas grandes empresas – como Mesbla, Petrobras, Dufry -, geralmente como consultora. E não pensa duas vezes ao garantir que não há lugar melhor para se trabalhar do que no colégio onde estudou. “Não é apenas uma questão de carinho. O Santo Inácio tem um olhar mais humano para o seu funcionário. Paralelo à cobrança e ao acompanhamento há uma preocupação com o bem estar espiritual e isto faz com que o relacionamento entre as pessoas também seja melhor”, explica.

 

Engenharia, religião e direção

O atual diretor administrativo-financeiro da escola, Jorge Dáu, nunca ficou muito distante do Santo Inácio. Desde 1985, quando se casou com uma colega de colégio – “somos um daqueles casais formados nestes corredores” – passou a frequentar as missas. “Mas nunca havia me envolvido em trabalho voluntário ou encontros de casais. Foi quando uma tia minha faleceu e a missa foi rezada pelo padre Rigolim, aqui do colégio. Acabamos entrando na CVX (Comunidades de Vida Cristã). Minha esposa trabalhou por seis meses na Pastoral e já realizava trabalho voluntário na Unape, onde ficou por 15 anos. Em um retiro, tive uma experiência muito forte de Deus e comecei a orientar um grupo de oração. Foi quando percebi a importância da pedagogia inaciana para se trabalhar com jovens. Comecei a fazer uma complementação pedagógica para dar aulas de matemática e paralelamente iniciei o curso de teologia do Centro Loyola. Foi quando me convidaram a dar aulas no colégio”, conta.
O convite não chegou a ser uma surpresa para Dáu. Mas ele nunca imaginou que seria chamado para dar aulas de ensino religioso. “Achei estranho, mas acreditavam que eu estava apto, pois tinha feito o curso do Centro Loyola e já frequentava há anos os grupos de oração…”, explicou. Começou com três turmas do 9º ano, em 2004. No ano seguinte, mais sete. “Pedi uma redução de jornada na empresa onde trabalhava e fui acumulando. Em 2006, no entanto, me convidaram para trabalhar na formação cristã. Larguei a Engenharia”, conta. Mas não por muito tempo. Em 2009 assumiu uma coordenação de série, posto que ocupou até o primeiro semestre de 2011, quando veio o chamado para assumir a direção. “Neste meu cargo atual uso muito mais a engenharia, o que é interessante. Talvez meu potencial esteja melhor aproveitado. Mas admito que tenho saudades de ser coordenador, apesar de estar feliz nesta função”, garante.